Páginas

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Sem Saída




Então, vamos falar desse pérola de Hollywood.


Quando eu vi o Trailer de "Sem Saída" (Abduction - Sequestro, no original) eu fiquei extremamente ansioso por ele. A história era interessante e me cativou realmente. O que eu vi hoje acabou completamente com minhas expectativas. Agradeço muito ter aproveitado de uma promoção do cinema e ter pagado somente R$7,00 para ver esse filme, cujo título deveria ser "Clichê".

Olha o problema da verdade não foram os clichês. Eu não tenho problemas com clichês, vejo filmes com ele toda hora. Mas o negócio é que o filme era tão ruim que os clichês começaram a me irritar no final; onde, e eu tenho testemunhas para provar, eu tive que levantar a minha voz e pedir um saco de vômito.

Se os clichês não eram o problema, qual era? Bem, o personagem principal, que chamaremos de Jacob porque eu não vou procurar o nome real, sempre foi um jovem problemático, com problemas de insônia e agressividade. Logo no começo do filme ele começa a fazer um trabalho de Sociologia com a sua amiga, que chamaremos de Bella, para evitar a fadiga.

O trabalho é sobre crianças desaparecidas e é aí que Bella encontra uma foto de um menino que é muito parecido com Jacob [Ou Mark Wahlberg, segundo a própria Bella]. Desconfiado nosso lobisomem destemido mocinho coloca a foto num programa de envelhecimento e descobre que é adotado. Até aí tudo bem. 

Porém, depois disso, o filme começa a tentar forçar uma história que não me convence nem um pouco. Aqui irão aparecer muitos spoilers portanto não continue se não quiser estragar as surpresas dessa incrível história. A foto na verdade foi plantada no site de crianças desaparecidas pelo vilão do filme Russo Malvadão. O pai verdadeiro de Jacob roubou uma lista muito importante para esse cara e, para tentar chantagear o pai de nosso herói, vai atrás do filho dele. No filme também é dito que, depois da morte da mãe de Jacob, a CIA decidiu, com o apoio do pai do garoto, que ele deveria ir para uma "família adotiva" de agentes secretos da organização.

Muitas perguntas me vieram à cabeça. Sério que o plano incrível de Russo Malvadão era plantar uma foto de uma criança num site de pessoas desaparecidas e esperar que o menino fosse até ele? Sério que a CIA criou uma operação gigante só pra impedir que o filho de um (UM!) agente fosse utilizado como moeda de troca? Sério que o casalzinho feliz dormiu no meio de uma floresta depois de uma perseguição de carrros com tiros e explosões e a menina ainda conseguiu acordar com a escova marroquina em perfeito estado?

A história foi forçada demais para convencer, o que tira um pouco da graça de ver as cenas de ação, que foram sim muito bem feitas. E ainda no final ficamos com a expectativa frustrada de ver a cara do pai de nosso querido herói que ninguém pode saber quem é (Dermot Mulroney, descobri por causa da cicatriz na boca depois de intensos três segundos de meditação ali mesmo no cinema)