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sábado, 26 de junho de 2010

www.mybossisbipolar.com

Descobri já há algum tempo que meu chefe sofre de um padecimento extremamente pénossacante. Olhei na wikipédia e estava lá: síndrome do chefe bipolar. O artigo de conteúdo extremamente sério possuía uma lista de alguns dos sintomas da doença: necessidade de distribuir críticas constantemente, aversão ao trabalho, ausência de senso de ridículo além de alguns fatores que não são sintomas mas são características comuns aos pobres portadores dessa deficiência (mental) como o fato das progenitoras de todos os portadores serem garotas de programa e de todos serem homossexuais.
Não satisfeito com a definição dada pelo compêndio (de grande valor acadêmico, devo admitir) e completamente consternado com a saúde de meu querido chefe resolvi fazer uma pesquisa com alguns cidadãos pelas ruas e descobri um fato chocante: Chefes são chatos! Citarei aqui alguns dos depoimentos obtidos na enquete:

A senhora Margarida dos Alves, doméstica teceu o seguinte comentário sobre sua patroa: "Aquela vaca gorda devia se importar mais em vigiar o marido galinha dela do que me encher o saco dizendo que o glade tá no lugar errado"

Mário Luiz, atendente de telemarketing, relatou o seguinte: "Aquele corno devia parar de comer tanta rosquinha enquanto finge que trabalha porque quando ele vem com aquele papo nojento de gordo reclamar do nosso trabalho sempre acaba cuspindo glacê rosa na nossa cara."

Com o intuito de ajudar tão sofrida classe de mandantes perguntei aos populares quais eram suas sugestões para acabar com o problema. Eis aí o resultado:

"Nóis divia matá esse disgraçadu" - Waldisney - motoboy

"Você sabia que cianureto é um veneno rápido e indolor?" Carla, vendedora

" A gente devia se juntar e pegar o desgraçado do meu chefe, raspar todo o corpo dele jogar ele numa tina com álcool. Depois a gente poderiadar um banho de sangue de boi nele e jogar dentro de um tanque cheio de piranhas. Pelado. Pra falar a verdade acho que vou fazer isso agora mesmo." Anônima (por motivos óbvios) - atualmente uma presidiária, antes assistente executiva num escritório de advocacia.

Após ter recolhido os dados relatados acima resolvi que a maneira mais sensata e racional de resolver o problema era ter uma conversa franca com meu chefe trazendo atenção, com calma e respeito devidos, aos sintomas do referido padecimento e dizendo como isso contribuía para um clima um pouco desagradável para todos no ambiente de trabalho
Antes de fazer isso resolvi conversar com uma pessoa que tinha um relacionamento saudável com o chefe para que ele pudesse me dar dicas de como ter um relacionamento igual. Ele me deu uma solução que me permite agora ter uma relação muito mais agradável com meu chefe. Café com calmantes e bolachas de marihuana.